Entenda mais sobre LCA e LCI

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Entenda mais sobre LCA e LCI

Quando falamos em investimentos, é bastante comum que a maior parte das pessoas fique aterrorizada. E não é para menos: os tipos de aplicação financeira normalmente aparecem em siglas e, à primeira vista, pode parecer complicado entendê-las e, por consequência, definir qual é o melhor caminho para se ter bons rendimentos.

Basicamente, existem dois tipos de aplicações e elas se diferenciam pelas condições de rentabilidade. Há a possibilidade de investir em determinado ativo financeiro e obter um retorno já esperado — seja um valor fixado ou uma fórmula pré-definida —, como é o caso da renda fixa, ou depender de como o mercado se comportará no momento do resgate, como acontece na renda variável.

Cada uma delas possui prós e contras e, por esse motivo, o ideal é procurar equilibrá-las em uma carteira de investimentos diversificada, mas de acordo com os objetivos que se possui e o perfil de investidor. Mas, além de definir as porcentagens de cada tipo de aplicação, é necessário também escolher qual produto financeiro de cada tipo é o ideal.

Para a renda fixa, em específico, existem as letras de crédito (LCA e LCI), a letras de câmbio (LC), os certificados de depósito bancário (CDB), o tesouro direto e, a mais comum, poupança. Todas elas funcionam como empréstimos a instituições financeiras, cuja rentabilidade é definida no momento da aplicação, seja por um valor prefixado — por exemplo, títulos que rendem 15% a.a. — ou por um índice — títulos atrelado ao IPCA.

Entenda mais sobre LCA e LCI

E como funcionam as letras de crédito?

Ambas as letras de crédito são títulos cuja mudança é o lastro de papel: LCI é lastreada por créditos imobiliários e LCA, por crédito ao agronegócio. Na prática, significa que o investidor empresta seu dinheiro a uma instituição financeira para realizar negócios e esta retorna após período determinado com juros compostos, o que garante a rentabilidade.

O valor dos retornos ao investir nas letras de crédito é definido em contrato por ambas as partes (instituição e investidor), e tanto pode ser pré ou pós-fixada — essa, na maioria dos casos, atrelada ao CDI (certificado de depósito interbancário) e, por isso, indiretamente, atrelada também à taxa básica de juros, pois o CDI é influenciado pela Selic.

Independentemente do cálculo da rentabilidade, as letras de crédito possuem risco baixo de mercado, até porque se tratam de títulos de renda fixa. Mas ainda há certo perigo em caso de falência da instituição financeira; ainda assim, os títulos emitidos são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante o pagamento dos débitos em aplicações de até 1 milhão de reais por CPF.

A relação risco x retorno também pode ser medida de acordo com o porte do banco: quanto maior ele for, maior será a solidez financeira; assim, a rentabilidade para esses casos também será menor. O mesmo funciona para instituições menores, que, por necessitarem de mais crédito, oferecem retornos maiores. Para todos os casos, o dinheiro só pode ser resgatado na data de vencimento do título.

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Como investir em LCI e LCA?

Para aplicações nas letras de crédito é preciso de uma aplicação mínima, que varia de acordo com a instituição financeira. Existem raros casos em que é preciso investir 50 mil reais, mas a grande maioria varia em torno de 5 mil. É necessário também possuir uma conta em um banco emissor ou em uma corretora autorizada, é válido também buscar uma consultora de investimento profissional que pode ajudar em todo o processo de aplicação.

É importante ressaltar que as letras de crédito não exigem pagamento do Imposto de Renda ao vencimento, o que ainda faz com que estes sejam o produto financeiro mais atraente se comparado a outros títulos, como o CDB; do contrário, é cobrada apenas uma taxa de custódia por parte da instituição.

De todo modo, é importante não se esquecer de distribuir seu dinheiro em outros investimentos mais e menos arriscados a fim de balancear eventuais prejuízos no mercado. Além disso, lembre-se de ter em mente seus objetivos, pois, ainda que as LCIs e LCAs pareçam bastante interessantes, não é indicada a absolutamente todos os investidores.

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