Recentemente, a Caixa Econômica Federal, instituição que oferece o maior volume de financiamentos imobiliários no país, alterou seu programa de créditos para aqueles interessados em adquirir imóveis próprios. Entenda os caminhos para financiar um imóvel com a Caixa.

Na verdade, a mudança trouxe mais restrições para as pessoas que têm interesse em se candidatar ao seu mutuário de custeio bancário, fazendo o comprador ter, praticamente, a metade do valor da propriedade para dar de entrada para, assim, conseguir financiar o restante.

Diante desse cenário, é vantajoso para você tomar esse caminho ou se torna mais conveniente buscar propostas de crédito imobiliário com outros bancos? Que tal ver outras opções para o financiamento de seu imóvel além da Caixa Econômica Federal (CEF)?

Financiando fora da Caixa Econômica Federal: pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

Dentro do novo esquema, a CEF passou a exigir ao menos 50% como valor mínimo de entrada nas operações desempenhadas dentro do contexto do SFH, sistema que é regulado pelo Banco Central e dirige recursos da poupança ou do FGTS para financiar imóveis usados.

Pelo SFH, o interessado pode ter acesso a recursos para adquirir imóveis de até R$ 750 mil nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal ou de até R$ 650 mil nos demais Estados brasileiros.

Uma das suas vantagens é a de que o Custo Efetivo Máximo permitido agrega taxas que não podem ultrapassar os 12% ao ano. Além disso, a tarifa mensal de administração cobrada pelo banco não pode ser superior a R$ 25,00.

O limite de custeio dentro do Custo Efetivo Total (CET), que inclui os seguros e outras despesas acessórias, será de 80% do valor do imóvel se o comprador optar pelo Sistema Price e de 90% do preço cobrado pela propriedade se escolher o Sistema de Amortização Constante (SAC).

Financiamento imobiliário

Financiando pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI)

Ainda mais pesado se tornaram as exigências para quem for comprar um imóvel pelo SFI: vai ser preciso desembolsar pelo menos 60% do montante calculado para dar de entrada na linha de crédito oferecida pela CEF.

O SFI, criado e regulamentado pela Lei nº 9.514/1997, conduz os financiamentos imobiliários de maior vulto, e que por isso ocorrem fora das regras e requisitos do SFH.

Como os recursos do SFI são adquiridos por meio de grandes investidores institucionais (como seguradoras, bancos de investimento, fundos de pensão ou os fundos de renda fixa, por exemplo), as condições passam a ser livremente negociadas entre o mutuário e a contratada, de modo que as taxas envolvidas ficam um pouco mais altas do que no SFH.

Neste processo, em contrapartida, o comprador não vai ser capaz de aproveitar seu FGTS como suporte para sua aquisição imobiliária.

Financiamento imobiliário

Pesquise bem antes de tomar qualquer atitude

Você está interessado em comprar um imóvel, mas não possui dinheiro suficiente e vai ter que fazer um financiamento? Pesquise bem sobre as propostas que o mercado lhe oferece e veja a que mais se ajusta ao seu perfil de comprador e ao valor da propriedade que espera adquirir.

Nessas horas, antes de fechar qualquer acordo, pode ser de valia contar com um profissional para te ajudar a fazer as melhores escolhas.

De qualquer forma, caso queira entender um pouco mais e fazer uma simulação de financiamento na Caixa, recomendamos que você leia este artigo.

E então, o que você pensa que é melhor para você? O financiamento da Caixa? Ou seguir outros caminhos? Conte a sua opinião para gente!
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Sobre o autor

Rafael Milagre

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CEO da Benvenuto. Real Estate company in Brazil. Apaixonado por empreender e buscando revolucionar o mercado imobiliário www.benvenuto.com.br