Quando Mark Miodownik era um jovem, em 1985, ele foi esfaqueado com uma navalha por um assaltante no metro de Londres. Quando estava na delegacia preenchendo a papelada ele não conseguia parar de encarar a lâmina de barbear que estava sobre a mesa do policial, também não conseguia deixar de notar que ela era feita do mesmo material que o grampo do formulário que ele estava preenchendo. Quando chegou em casa e foi jantar, também não pode deixar de notar que a colher em sua boca era, também, feita do mesmo material.

“Por que?”, ele perguntou. Por que esse material podia ser tão perigoso e ainda tão benigno? Por que não tem gosto de nada? E por que uma pessoa comum não sabe nada sobre o procedimento desse material?

Assim começa o novo, e excelente, livro de Miodownik, “Materiais Importam: Explorando os materiais maravilhosos que formam o mundo feito pelo homem” (em inglês: “Stuff Matters: Exploring the Marvelous Materials That Shape Our Man-Made World.”). A habilidade de Miodowniks de se obcecar com pequenos detalhes, como a composição da lâmina de barbear que o cortou, levou-o a se tornar um renomado cientista de materiais a desenvolver coisas como novas ligas de motores a jato.

Ele é o que o grande literário (e uma série de psicólogos e especialistas depois dele) chamam de “observador de primeira classe”. Alguém com uma habilidade “holmeniana”( fazendo referência aqui a Sherlock Holmes) de observar detalhes que outros deixariam passar. E apesar de ser clichê falar que “detalhes normalmente fazem a diferença”, em um ambiente de negócio supercompetitivo como o de 2014, não custa nada lembrar nós mesmos quão fácil é sub-investir no que é pequeno porém crucial.

David Foster Wallace fez uma boa colocação quando disse, “As mais óbvias, onipresentes, e importantes realidades são normalmente as mais difíceis de ver e falar sobre. Dito como uma frase isso parece apenas uma platitude, mas o fato é que no dia-a-dia da vida adulta, platitudes podem ter importância de vida ou morte.

Quando especialistas falam sobre observadores de primeira classe, eles estão falando sobre aprender por meio da observação ao invés de instruções. Observadores de primeira classe têm experimentado, historicamente, enormes acelerações no domínio de habilidades e conquistas na indústria. Além disso, eles ainda são sistemáticos em fazer observações do dia-a-dia serem mais rentáveis. Veja abaixo alguns modos de como eles fazem isso:

EXPANDA SEU FOCO

Uma das entrevistas mais interessantes que Shane Snow conduziu nos últimos anos foi com um homem chamado James Tanabe. Quando você escuta a lista de habilidades de Tanabe, você pensa que ele é um sábio: negócios, badminton, violão, teatro, ginástica, escrever de comédia, flauta, etc. Mas o seu simples segredo é que ele aprende rápidamente; ele é muito bom em apontar seu holofote mental para detalhes não óbvios que o ajuda em seus treinamentos.

Por exemplo, quando Tanabe estava treinando para ser um artista de circo, ele gastava horas praticando o equilíbrio do corpo com apenas uma mão. Essa habilidade, como ele explicou, leva aproximadamente um ano para ser dominada (para ser capaz de equilibrar por longos períodos sem muito esforço). Enquanto os seus colegas de classe repetiam os exercícios de balanceamento por várias vezes, James prestava atenção no que os especialistas em equilíbrio faziam:

“Eu notava que as pessoas que eram realmente excelentes, tendiam a ficar extremamente calma, praticamente como se estivessem em outro lugar.”, Tanabe disse. “Era um estado de meditação, enquanto as pessoas que pareciam nunca apresentar progresso, sempre pareciam ansiosos, eles tratavam aquilo como se fosse uma questão de força. Ali estava a chave!”

Enquanto alunos novatos lutam contra a gravidade, Tanabe observou as pequenas diferenças entre eles e aqueles que dominavam a habilidade. “Aprender o equilíbrio com uma mão não tinha nada a ver com o suporte do corpo ou o balanceamento da força na mão,” ele concluiu. “É sobre achar o alinhamento do corpo e respiração”.

Tanabe copiou os especialistas e acabou dominando a habilidade em menos da metade do tempo de seus colegas. A diferença foi que ele expandiu o seu foco para além da óbvia habilidade muscular da atividade, ele estudou e percebeu os pequenos detalhes que os mestres do equilibrismo de uma mão faziam fora da atividade principal. Ele observou como eles viviam e respiravam, não apenas como eles equilibravam.

Nós da Benvenuto expandimos nosso foco para dar total suporte ao cliente do mercado imobiliário, por isso, além de uma plataforma segura e efeciente à negociação direta, e um modelo de negócio repleto de vantagens, ainda traremos várias parcerias com o intuito de dar aos clientes todo o apoio necessário dutante o processo de compra e venda de um imóvel.

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QUESTIONE O INCONGRUENTE

Max Bazerman, em seu livro “O poder da observação”, aponta que nós humanos somos muito bons em ignorar detalhes importantes que fariam nossa vida inconveniente. Muitas vezes isso é mais que um síndrome rebelde adolescente, é subconsciente.

“Madoff teria sido descoberto muito antes se aqueles que deveriam ter observado, tivessem agido de acordo com o que viram, apontou Bazerman em uma recente entrevista à Fortune. “Mas, muito frequentemente, as pessoas não enxergam informações que causariam um afeito negativo a curto prazo“.

Nós somos tendiciosos a ser credulos. É por isso que histórias são tão poderosas, mas é também por isso que o ceticismo é tão importante. O simples hábito que pode impedir que sejamos enganados por esquemas de Ponzi e por nossos próprios preconceitos? Perguntar mais (e melhor), especialmente sobre informações novas ou incongruentes.

Em seu livro, Bazerman conta uma história de uma vez em que ele, sua esposa e uns amigos chegaram no aeroporto de Manchester e planejavam pegar um taxi até a estação de trem, e depois o trem para Londres. Ele observou um grupo de taxistas reunidos e conversando entre si. Quando Bazerman se aproximou, um taxista o informou que os trens estavam paralisados por uma greve, e ofereceu levá-los diretamente a Londres por 300 euros.

Os amigos de Bazerman já estavam prontos para aceitar a oferta. Mas Bazerman estava suspeitando daquilo, então ele voltou ao aeroporto e perguntou no balcão de informações se havia realmente uma greve afetando os trens. Não havia. Os taxistas estavam tentando enganá-los. Aquela simples pergunta fez com que Bazermane seus amigos economizassem muito dinheiro.

O lado positivo desta moeda é que aqueles que percebem o que não é intuitivo são capazes de obter vantagens. Malcolm Gladwell fez carreira e fortuna ao perceber o que não era intuitivo, perguntando “Por que?” e escrevendo sobre isso. Empreendedores, em qualquer indústria e era, observam peculiaridades e incongruências em mercados, e constroem negócios, porque eles fazem as perguntas que outros não se preocuparam em acompanhar.

No mercado imobiliário por exemplo, muitas pessoas aceitam comprar na mão de imobiliárias, que muitas vezes oferecem um serviço de qualidade ruim e alto custo, simplesmente porque acredita que aquilo é o normal a se fazer e que aquela é a única forma segura de fazê-lo. Mas nunca se perguntam se precisam mesmo passar por isso, pagar esse preço se não há outra maneira de negociar o imóvel. Pensando nisso, a Benvenuto está chegando para mudar esse padrão, trazer opções, e soluções, ao clientes do mercado imobiliário.

OBSERVE O QUE NÃO ESTÁ LÁ

Em Silver Blaze de Sir Arthur Conan Doyle, o detetive Sherlock Holmes desvenda o mistério de uma sabotagem a uma corrida de cavalos e trama de assassinato ao perceber o que outros detetives não tinham percebido: o que não tinha acontecido. O homem morto, um treinador de cavalo chamado John Straker, foi encontrado morto nos estábulos com um ferimento na cabeça, segurando a gravata de um agenciador, perto do local onde haviam ovelhas recém feridas.

Holmes percebeu que ninguém havia ouvido o latido do cachorro do estábulo na noite do assassinato – em que supostamente o agenciador teria entrado e assassinado o homem. Holmes, através disso, concluiu que o cachorro conhecia bem o visitante noturno. O que levou ele a descobrir que Straker tinha invadido o local para sabotar um cavalo que iria participar da corrida, e andava praticando cortando as ovelhas.

No nosso trabalho, simplesmente perguntar “O que está faltando?” pode nos ajudar a focar nossa busca em informações cruciais. Perceber que o mato está quieto, ou que alguém que deveria estar triste não está, é um hábito útil.

A Benvenuto aliás, surgiu de uma observação sobre “o que não estava lá “. Percebemos que o mercado imobiliário precisava de inovação, e o que clientes não estavam satisfeitos com o serviço oferecido a um alto custo. Foi ai que percebemos o que estava faltando, uma plataforma segura, que permita a negociação direta, desse suporte aos clientes, e de fato os ajudasse a vender seus imóveis, ou comprar seu imóvel dos sonhos. Tudo isso a um preço bem menos do que o praticado pelo modelo convencional.

 

Traduzido de: http://contently.com/strategist/2014/09/29/how-noticing-can-help-you-conquer-your-biggest-challenges/

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Sobre o autor

Victor Bicalho

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Co-fundador da Benvenuto. Estudante de Engenharia de Controle e Automação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atua na área comercial e marketing da Benvenuto, além de acumular experiência como gerente de projetos em empresa júnior. Anuncie seu imóvel grátis na Benvenuto: http://www.benvenuto.com.br